ATLANTA, Georgia (CNN) -- The Script não seguiu um roteiro.
Na linha padrão do showbiz, um grupo -digamos três corajosos e esforçados- de estudantes de música -jovens e loucos de Dublin, Irlanda- viajam para o litoral dos U.S.A.
Eles montam uma banda, conquistam os ouvidos de um produtor notável e, com um golpe de sorte ou dois, logo estão abrindo para as estrelas que os inspiraram tantos anos antes.
Se é que a história ainda precisa de um clímax empolgante, eles retornam como heróis à sua pátria, pegam o jornal local e descobrem que seu novo single foi direto para a 1ª posição.
Aplausos, lágrimas de felicidade, reconhecimento.
Bem, não foi exatamente assim.
No caso de The Script - Danny O'Donoghue (vocalista/tecladista), Mark Sheehan (guitarrista) e Glen Power (baterista) - O'Donoghue e Sheehan viajaram para os U.S.A. e passaram vários anos se esforçando como escritores e produtores.
O baterista Power, também de Dublin, já passeava pelo cenário da música há anos; ele conheceu O'Donoghue e Sheehan não muito antes de retornar a Dublin, oferecendo seu negócio e à procura de pausas.
A descrição para o trio era: “um sucesso imediato”, o que os deixava céticos.
Se é o caso, disse Sheehan antes de um show no parque Piedmont em Atlanta, Geórgia “Foi a noite mais longa de nossas vidas”. Veja a entrevista com The Script.
Por outro lado, quando o sucesso passou, foi de forma dura e relativamente rápida.
Quando O'Donoghue e Sheehan voltaram para Dublin, decidiram formar uma banda. Recrutaram Power, observando sua enorme força juntos –nas palavras de Power- depois de atolarem juntos. O primeiro single de The Script, “We Cry”, atingiu o Top 20 do Reino Unido na primavera de 2008, e o segundo, "The Man Who Can't Be Moved," atingiu 1º lugar. O álbum de estreia, auto-intitulado saiu em agosto de 2008.
Em dezembro de 2008 eles tocaram no Concerto do Prêmio Nobel da Paz e, em julho deste ano, abriram para o U2. (O álbum foi finalmente lançado nos U.S.A. no mesmo mês.) Eles passaram este verão abrindo os concerto de Paul McCartney, que foi o que os trouxe ao Piedmont Park.
Em turnê com um ex-Beatle “é como estar na classe alta”, disse Sheehan.
Os três, todos em torno dos 30, terminam as frases um do outro como velhos amigos que são e se mostram esclarecidos sobre os negócios da música. Eles apenas aproveitaram, como O'Donoghue e Sheehan passaram anos na América aprendendo sobre negócios ao lado de produtores como Teddy Riley e The Neptunes.
Sheehan diz que o grupo está procurando o ponto ideal entre o “clima de rock” eles cresceram no hip-hop e R&B, sons que dominam a música popular americana.
“[Com nossa experiência] estamos misturando isso, e acho que encontramos”, ele disse. (Perguntados sobre suas próprias influências, eles citaram hip-hop, artistas como Missy Elliott, Jay-Z e Kanye West.)
O Script parece ter um final feliz, assim como um velho conto de estrelas em ascensão deve ter. mas eles são rápidos em apontar que os músicos aspirantes devem, assim, escrever sua própria história.
“Se há uma mensagem para os músicos mais jovens, para mim, é ‘não desistir’”, diz O'Donoghue. “A mágica pode acontecer.”
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